
Entesopatia do calcâneo aposenta? Essa é uma dúvida comum entre pessoas que sofrem com dores persistentes nos pés, dificuldade para caminhar, limitação dos movimentos e problemas para permanecer em pé durante a jornada de trabalho.
A resposta, porém, não depende apenas do diagnóstico.
A entesopatia do calcâneo pode provocar limitações importantes, mas ter esse diagnóstico não significa, automaticamente, que o segurado terá direito à aposentadoria por incapacidade permanente. Para o INSS, o ponto central é verificar se a doença provoca uma incapacidade para o trabalho e qual é a extensão dessa incapacidade.
Em determinadas situações, a entesopatia pode justificar a concessão de benefício por incapacidade temporária. Em casos mais graves, quando a incapacidade é permanente e não existe possibilidade de reabilitação para outra atividade que garanta a subsistência, pode haver direito à aposentadoria por incapacidade permanente. O INSS esclarece que essa avaliação é realizada por meio de perícia médica.
Por isso, quem pesquisa “entesopatia do calcâneo aposenta” precisa entender a diferença entre ter uma doença, estar temporariamente incapacitado e apresentar uma incapacidade permanente para o trabalho.
O que é entesopatia do calcâneo?
A entesopatia é uma alteração que afeta uma êntese, isto é, a região em que um tendão, ligamento ou estrutura semelhante se conecta ao osso.
Quando a alteração está localizada na região do calcâneo, os sintomas podem envolver dor no calcanhar, desconforto ao caminhar e dificuldade para realizar determinados movimentos.
A intensidade dos sintomas pode variar bastante de uma pessoa para outra.
Algumas pessoas conseguem continuar trabalhando com adaptações ou tratamento. Outras podem apresentar limitações importantes, especialmente quando a atividade profissional exige:
- permanecer em pé durante várias horas;
- caminhar constantemente;
- carregar peso;
- subir e descer escadas;
- realizar movimentos repetitivos;
- trabalhar em superfícies inadequadas;
- permanecer longos períodos em determinadas posições.
Por isso, o diagnóstico deve ser analisado em conjunto com as atividades efetivamente realizadas pelo trabalhador.
Entesopatia do calcâneo aposenta?
Não automaticamente.
A presença de entesopatia do calcâneo, isoladamente, não garante aposentadoria pelo INSS.
Para a aposentadoria por incapacidade permanente, é necessário demonstrar que o segurado está permanentemente incapaz para o trabalho e que não pode ser reabilitado para outra atividade que lhe garanta subsistência. Essa condição é avaliada pela Perícia Médica Federal.
Portanto, a pergunta correta não é apenas:
“Tenho entesopatia do calcâneo, posso me aposentar?”
É necessário analisar:
A entesopatia do calcâneo impede o exercício da atividade profissional?
E, em caso positivo:
Essa incapacidade é temporária ou permanente?
Essa diferença é fundamental para determinar qual benefício pode ser devido.
Entesopatia do calcâneo pode dar direito ao auxílio-doença?
Sim, dependendo da situação.
O chamado auxílio-doença atualmente é denominado auxílio por incapacidade temporária.
Esse benefício é destinado ao segurado que comprovar, por meio de perícia médica, incapacidade temporária para exercer seu trabalho ou sua atividade habitual por mais de 15 dias consecutivos em razão de doença ou acidente.
Assim, uma pessoa com entesopatia do calcâneo que esteja temporariamente impossibilitada de exercer sua atividade profissional pode ter direito ao benefício, desde que também cumpra os demais requisitos previdenciários.
Por exemplo, imagine um trabalhador cuja profissão exige que ele permaneça em pé durante praticamente toda a jornada.
Se a entesopatia provocar dor intensa e limitação funcional que impossibilitem temporariamente a realização das atividades, a situação poderá ser analisada pelo INSS para fins de benefício por incapacidade temporária.
Quando a entesopatia do calcâneo pode levar à aposentadoria?
A aposentadoria por incapacidade permanente pode ser considerada quando a incapacidade para o trabalho é permanente e o segurado não pode ser reabilitado para outra atividade que lhe garanta subsistência.
O INSS deixa claro que não basta a existência de uma doença: a análise deve verificar a incapacidade e a possibilidade de reabilitação profissional.
Portanto, em um caso envolvendo entesopatia do calcâneo, podem ser relevantes fatores como:
- intensidade da dor;
- limitações para caminhar;
- dificuldade para permanecer em pé;
- restrição de movimentos;
- comprometimento funcional;
- tratamentos realizados;
- resposta aos tratamentos;
- possibilidade de recuperação;
- idade do segurado;
- profissão exercida;
- escolaridade;
- experiência profissional;
- possibilidade de exercer outra atividade.
A análise é individual.
O diagnóstico de entesopatia do calcâneo garante aposentadoria?
Não.
Esse é um dos pontos mais importantes para quem pesquisa “entesopatia do calcâneo aposenta”.
O INSS não concede aposentadoria simplesmente porque determinado diagnóstico aparece em um laudo médico.
A legislação previdenciária exige a avaliação da incapacidade laboral.
A Lei nº 8.213/1991 estabelece que a aposentadoria por incapacidade permanente é devida ao segurado considerado incapaz e insuscetível de reabilitação para o exercício de atividade que lhe garanta a subsistência.
Consequentemente, duas pessoas com o mesmo diagnóstico podem receber decisões previdenciárias diferentes.
Isso ocorre porque suas profissões, limitações funcionais, condições clínicas e possibilidades de reabilitação podem ser diferentes.
Entesopatia do calcâneo e incapacidade para o trabalho
A incapacidade previdenciária deve ser analisada em relação à atividade profissional.
Isso é especialmente importante em doenças que afetam os pés e a capacidade de locomoção.
Por exemplo, um trabalhador que exerce atividade predominantemente administrativa e permanece sentado durante grande parte da jornada pode enfrentar limitações diferentes de um profissional que precisa caminhar ou permanecer em pé durante muitas horas.
Entre as profissões que podem exigir maior esforço dos membros inferiores estão:
- trabalhadores da construção civil;
- vendedores;
- balconistas;
- profissionais da limpeza;
- trabalhadores de fábricas;
- operadores que permanecem em pé;
- trabalhadores rurais;
- entregadores;
- profissionais que caminham constantemente;
- trabalhadores que carregam cargas.
Isso não significa que uma determinada profissão dê direito automático ao benefício.
Significa apenas que a análise da incapacidade deve considerar as exigências reais da atividade exercida.
Entesopatia do calcâneo pode impedir a pessoa de trabalhar?
Pode, dependendo da gravidade e das limitações provocadas.
A doença pode ser especialmente incapacitante quando provoca sintomas persistentes que comprometem atividades como:
- caminhar;
- permanecer em pé;
- correr;
- subir escadas;
- carregar objetos;
- movimentar-se repetidamente;
- realizar determinadas atividades físicas.
Entretanto, é importante diferenciar dor de incapacidade previdenciária.
A existência de dor não significa automaticamente incapacidade para qualquer trabalho.
É necessário demonstrar, por meio de documentação médica e avaliação pericial, como a condição interfere na capacidade funcional e profissional.
Entesopatia do calcâneo aposenta por incapacidade permanente?
Pode haver direito, mas somente quando estiverem preenchidos os requisitos da aposentadoria por incapacidade permanente.
O INSS considera essa modalidade quando o segurado é considerado incapaz para o trabalho e insuscetível de reabilitação para outra atividade que lhe garanta subsistência.
Assim, um caso grave de entesopatia do calcâneo pode eventualmente levar à aposentadoria por incapacidade permanente se houver incapacidade total e permanente e impossibilidade de reabilitação.
Mas não existe uma regra segundo a qual:
“Entesopatia do calcâneo = aposentadoria.”
O que importa é a incapacidade comprovada.
Entesopatia do calcâneo dá direito ao INSS?
Pode dar direito a benefícios por incapacidade, dependendo da situação.
Entre as possibilidades estão:
- auxílio por incapacidade temporária;
- aposentadoria por incapacidade permanente.
A legislação previdenciária não trabalha apenas com uma lista de doenças que automaticamente geram aposentadoria.
Em regra, é necessário verificar a incapacidade e os demais requisitos previdenciários.
O próprio INSS informa que, durante a avaliação para benefício por incapacidade, a perícia pode identificar se o caso corresponde a benefício temporário ou permanente.
Quais são os requisitos para receber benefício por incapacidade?
Os requisitos dependem do benefício solicitado.
Auxílio por incapacidade temporária
Em regra, é necessário:
- ter qualidade de segurado;
- comprovar incapacidade temporária para o trabalho ou atividade habitual por mais de 15 dias consecutivos;
- cumprir a carência de 12 contribuições mensais, quando exigida.
Existem situações em que a carência é dispensada, como determinados acidentes e doenças profissionais ou do trabalho, além das hipóteses previstas na legislação.
Aposentadoria por incapacidade permanente
Em regra, é necessário:
- possuir qualidade de segurado;
- cumprir a carência quando exigida;
- comprovar incapacidade permanente;
- demonstrar impossibilidade de reabilitação para atividade que garanta a subsistência.
A avaliação é realizada pela Perícia Médica Federal.
Quem tem entesopatia do calcâneo precisa de 12 contribuições?
Em regra, os benefícios por incapacidade exigem carência de 12 contribuições mensais.
Porém, existem exceções previstas na legislação.
O INSS informa que o auxílio por incapacidade temporária pode ser concedido sem carência em situações como acidente de qualquer natureza e doença profissional ou do trabalho, além de determinadas doenças e afecções previstas em legislação específica.
Por isso, não é correto afirmar simplesmente que toda pessoa com entesopatia precisa obrigatoriamente de 12 contribuições.
É necessário analisar a origem da incapacidade e a situação previdenciária.
Entesopatia do calcâneo pode ser considerada doença do trabalho?
Depende da relação entre a condição de saúde e o trabalho.
O simples fato de a pessoa trabalhar em determinada profissão não prova que a entesopatia foi causada pelo trabalho.
Para caracterizar uma doença profissional ou do trabalho, é necessário analisar a relação entre a doença e as condições laborais, considerando a documentação médica e ocupacional pertinente.
Essa distinção pode ser importante porque doenças profissionais ou do trabalho possuem consequências previdenciárias específicas.
A Lei nº 8.213/1991 prevê tratamento diferenciado, inclusive quanto à carência, para determinados benefícios decorrentes de acidente ou doença profissional/do trabalho.
Entesopatia do calcâneo causada pelo trabalho pode facilitar o benefício?
Se houver efetiva caracterização de doença profissional ou do trabalho, isso pode produzir consequências previdenciárias relevantes.
Por exemplo, o INSS informa que o auxílio por incapacidade temporária decorrente de acidente de qualquer natureza ou de doença profissional ou do trabalho é uma das hipóteses de dispensa de carência.
Mas é necessário comprovar o nexo entre a doença e o trabalho.
Não basta afirmar que a pessoa sentiu dores enquanto estava empregada.
Como comprovar a incapacidade causada pela entesopatia?
A documentação médica é extremamente importante.
Dependendo do caso, podem ser apresentados:
- laudos médicos;
- relatórios médicos;
- exames de imagem;
- receitas;
- prontuários;
- atestados;
- relatórios de fisioterapia;
- documentos relacionados a tratamentos;
- exames complementares;
- documentos de afastamentos anteriores;
- documentos ocupacionais, quando houver relação com o trabalho.
O ideal é que os documentos não apenas informem o diagnóstico, mas também descrevam as limitações funcionais.
O que deve constar no laudo médico?
Um relatório médico bem elaborado pode ajudar a esclarecer a situação clínica.
É importante que, quando possível e pertinente, o documento apresente:
- diagnóstico;
- CID correspondente;
- sintomas;
- limitações funcionais;
- tratamentos realizados;
- medicamentos utilizados;
- evolução do quadro;
- prognóstico;
- restrições para determinadas atividades;
- necessidade de afastamento;
- previsão de recuperação, quando existente;
- informações relevantes sobre a capacidade laboral.
O médico deve registrar informações de acordo com sua avaliação profissional.
Não se deve solicitar que o médico declare uma incapacidade que ele não tenha constatado.
O CID da entesopatia do calcâneo garante aposentadoria?
Não.
O CID é utilizado para identificar uma condição de saúde, mas o código da doença não determina sozinho o direito a um benefício previdenciário.
A perícia precisa avaliar a incapacidade funcional.
Por isso, uma pessoa pode apresentar um diagnóstico médico e continuar apta para determinada atividade.
Em outro caso, a mesma condição pode produzir limitações muito maiores e impedir o exercício da profissão.
Entesopatia do calcâneo e perícia do INSS
A perícia médica é uma das etapas mais importantes para quem solicita benefício por incapacidade.
O INSS utiliza a avaliação médico-pericial para verificar se existe incapacidade para o trabalho ou para a atividade habitual e, conforme o caso, se a incapacidade é temporária ou permanente.
Por isso, o segurado deve apresentar documentação médica capaz de demonstrar sua condição.
Como funciona a perícia para quem tem entesopatia do calcâneo?
Durante a avaliação, o segurado deverá apresentar sua documentação e responder às perguntas relacionadas à sua condição.
A avaliação pode considerar:
- sintomas;
- limitações;
- tratamentos;
- evolução da doença;
- atividade profissional;
- capacidade funcional;
- possibilidade de recuperação;
- possibilidade de reabilitação.
É importante explicar de maneira objetiva quais atividades não consegue realizar e quais movimentos ou esforços agravam os sintomas.
O que levar na perícia do INSS?
É recomendável organizar todos os documentos médicos relevantes.
Entre eles:
- documento de identificação;
- laudos;
- relatórios;
- exames;
- receitas;
- atestados;
- comprovantes de tratamentos;
- documentos de fisioterapia;
- exames anteriores;
- documentos relacionados à atividade profissional, quando pertinentes.
Organizar os documentos cronologicamente pode facilitar a compreensão da evolução do quadro.
Entesopatia do calcâneo aposenta ou dá auxílio-doença?
Essa é uma das dúvidas mais importantes.
A resposta depende da duração e da intensidade da incapacidade.
Se a incapacidade for temporária
Pode haver possibilidade de auxílio por incapacidade temporária, desde que os demais requisitos sejam cumpridos.
Se a incapacidade for permanente
Pode haver possibilidade de aposentadoria por incapacidade permanente, desde que a perícia conclua pela incapacidade e pela impossibilidade de reabilitação para outra atividade que garanta a subsistência.
Portanto, o mesmo diagnóstico pode resultar em benefícios diferentes dependendo da situação.
Entesopatia do calcâneo pode gerar aposentadoria por incapacidade permanente?
Pode, mas os critérios são rigorosos.
Não basta provar que a pessoa possui uma doença no calcâneo.
É necessário demonstrar que:
1. existe incapacidade para o trabalho;
2. a incapacidade é permanente;
3. não existe possibilidade de reabilitação para outra atividade que garanta a subsistência;
4. os demais requisitos previdenciários estão presentes.
Essa avaliação não é feita exclusivamente com base no diagnóstico.
A idade influencia na aposentadoria por entesopatia?
A idade não substitui a necessidade de comprovar incapacidade.
Entretanto, no processo de avaliação da possibilidade de reabilitação, características pessoais e profissionais podem ser relevantes.
Por exemplo, uma pessoa próxima da idade de aposentadoria e com histórico profissional predominantemente braçal pode apresentar uma situação diferente de um segurado jovem com experiência e possibilidade de adaptação para uma atividade compatível.
Isso não significa que exista uma regra automática baseada na idade.
A incapacidade e a possibilidade de reabilitação devem ser analisadas individualmente.
Quem trabalha em pé pode se aposentar por entesopatia do calcâneo?
Não automaticamente.
Entretanto, a exigência física da profissão é relevante para avaliar a incapacidade.
Um trabalhador que precisa permanecer em pé durante toda a jornada pode ter maior dificuldade para exercer sua atividade quando apresenta uma condição que limita significativamente o apoio do pé e a locomoção.
A avaliação deve considerar:
- profissão;
- jornada;
- atividades realizadas;
- possibilidade de adaptação;
- intensidade das limitações;
- documentação médica.
Entesopatia do calcâneo pode impedir trabalho pesado?
Pode.
Atividades que exigem esforço físico intenso, longos períodos em pé, caminhada constante ou carregamento de peso podem ser incompatíveis com determinadas limitações provocadas por problemas no calcâneo.
Mas novamente, a existência de restrição para trabalho pesado não significa necessariamente incapacidade para qualquer atividade profissional.
Essa distinção é especialmente importante para a aposentadoria por incapacidade permanente.
Qual a diferença entre incapacidade para a profissão e incapacidade para qualquer trabalho?
Essa diferença é fundamental.
Uma pessoa pode estar incapaz para sua atividade habitual, mas ainda possuir condições de exercer outra função.
Nesse caso, dependendo da situação, pode haver possibilidade de reabilitação profissional.
O INSS possui programa de Reabilitação Profissional destinado a beneficiários incapacitados parcial ou totalmente para o trabalho, com o objetivo de proporcionar meios para o reingresso no mercado de trabalho.
Já a aposentadoria por incapacidade permanente pressupõe incapacidade e impossibilidade de reabilitação para atividade que garanta a subsistência.
Entesopatia do calcâneo pode dar direito à reabilitação profissional?
Sim, dependendo da situação.
Se a pessoa não consegue retornar à atividade habitual, mas existe possibilidade de exercer outra função compatível com suas limitações, o INSS pode encaminhá-la para reabilitação profissional.
A reabilitação tem justamente o objetivo de possibilitar o retorno ao mercado de trabalho em atividade compatível.
Isso explica por que nem toda incapacidade para a profissão habitual resulta em aposentadoria permanente.
O que fazer se o INSS negar o benefício por entesopatia?
Se o pedido for negado, primeiro é importante identificar o motivo da negativa.
Entre as possibilidades estão:
- perícia concluiu pela capacidade para o trabalho;
- incapacidade considerada temporária;
- falta de qualidade de segurado;
- carência insuficiente;
- documentação médica considerada insuficiente;
- ausência de comprovação de incapacidade;
- ausência de comprovação de incapacidade permanente;
- possibilidade de reabilitação;
- outras questões administrativas.
A partir disso, podem existir medidas administrativas ou judiciais, dependendo da situação.
Posso recorrer se a perícia do INSS considerar que estou apto?
Sim.
A decisão administrativa pode ser analisada e, conforme o caso, o segurado poderá utilizar os meios de contestação disponíveis.
Também pode ser necessário complementar a documentação médica ou demonstrar aspectos da incapacidade que não foram adequadamente considerados.
Se a discussão for levada ao Poder Judiciário, poderá haver nova avaliação médica judicial, conforme as características do processo.
O que fazer quando o auxílio-doença é negado?
Primeiro, deve-se analisar a decisão do INSS.
Também é importante verificar se existem documentos médicos recentes capazes de demonstrar a continuidade ou agravamento das limitações.
Dependendo da situação, podem existir alternativas como:
- recurso administrativo;
- novo requerimento, quando juridicamente cabível;
- ação judicial;
- produção de prova médica;
- discussão sobre a qualidade de segurado ou carência.
A medida adequada dependerá do motivo específico da negativa.
Entesopatia do calcâneo e qualidade de segurado
Além da incapacidade, o segurado precisa observar os requisitos previdenciários relacionados à qualidade de segurado.
Isso significa que não basta estar doente.
É necessário verificar se a pessoa mantém a proteção previdenciária no momento relevante, considerando as regras aplicáveis ao caso.
A análise da qualidade de segurado pode ser especialmente importante para quem deixou de contribuir há algum tempo.
Entesopatia do calcâneo e carência
A carência também deve ser analisada.
Para o auxílio por incapacidade temporária, o INSS informa que, em regra, são necessárias 12 contribuições mensais. Existem, entretanto, hipóteses de dispensa previstas na legislação.
Para a aposentadoria por incapacidade permanente, o INSS também indica, como regra geral, carência de 12 contribuições, ressalvadas as situações de dispensa previstas na legislação.
Por isso, o histórico contributivo deve ser conferido antes do pedido.
Aposentadoria por entesopatia do calcâneo depende da gravidade?
Sim.
A gravidade e as limitações funcionais são aspectos importantes na avaliação da incapacidade.
Uma alteração leve que não impeça o exercício profissional não produz necessariamente o mesmo efeito previdenciário de uma condição grave, persistente e incapacitante.
Por isso, o laudo médico deve explicar não apenas o nome da doença, mas também suas consequências funcionais.
Entesopatia do calcâneo pode piorar com o tempo?
A evolução clínica varia conforme a causa, tratamento, características individuais e outros fatores médicos.
Por isso, não é adequado afirmar que toda entesopatia necessariamente evoluirá para incapacidade permanente.
O acompanhamento médico é importante para avaliar a evolução do quadro e as alternativas terapêuticas.
Para fins previdenciários, o que importa é a condição existente e sua repercussão sobre a capacidade laboral no momento da avaliação.
Entesopatia do calcâneo e trabalho: quais limitações podem ser importantes?
Dependendo do quadro, podem existir limitações para:
- caminhar longas distâncias;
- permanecer em pé por períodos prolongados;
- subir escadas;
- carregar peso;
- realizar atividades com impacto;
- movimentar-se repetidamente;
- permanecer em determinadas posições.
Essas limitações devem ser descritas por profissional de saúde e relacionadas às exigências concretas da atividade profissional.
Entesopatia do calcâneo aposenta automaticamente?
Não.
Essa é a resposta mais importante para a palavra-chave “entesopatia do calcâneo aposenta”.
Não existe uma regra previdenciária que determine que toda pessoa diagnosticada com entesopatia do calcâneo tenha direito à aposentadoria.
O que pode gerar o direito é a incapacidade laboral, desde que estejam presentes os demais requisitos do benefício.
Assim:
Diagnóstico → não garante aposentadoria.
Incapacidade comprovada + requisitos previdenciários → pode gerar direito a benefício.
Perguntas frequentes sobre entesopatia do calcâneo e aposentadoria
Entesopatia do calcâneo aposenta?
Pode dar direito a benefício por incapacidade, mas não garante aposentadoria automaticamente. Para a aposentadoria por incapacidade permanente, é necessário comprovar incapacidade permanente e impossibilidade de reabilitação para outra atividade que garanta a subsistência.
Entesopatia do calcâneo dá direito ao auxílio-doença?
Pode dar, caso a doença provoque incapacidade temporária para o trabalho ou atividade habitual por mais de 15 dias consecutivos e sejam cumpridos os demais requisitos previdenciários.
Quem tem entesopatia do calcâneo pode se aposentar por incapacidade permanente?
Pode haver essa possibilidade em casos nos quais a incapacidade seja permanente e não exista possibilidade de reabilitação para atividade que garanta a subsistência. A condição deve ser avaliada pela perícia.
O CID da entesopatia do calcâneo garante aposentadoria?
Não. O diagnóstico ou CID não determina sozinho o direito ao benefício. A incapacidade funcional e profissional precisa ser analisada.
É preciso ter 12 contribuições para receber benefício?
Em regra, sim para os benefícios por incapacidade, mas existem hipóteses legais de dispensa de carência, como determinados acidentes e doenças profissionais ou do trabalho.
Quem tem entesopatia e trabalha em pé pode receber benefício?
Pode, dependendo da intensidade das limitações e das exigências da atividade. A incapacidade deve ser demonstrada por documentação médica e avaliada pela perícia.
Entesopatia do calcâneo é considerada deficiência?
Não automaticamente. Um diagnóstico médico não significa, por si só, que a pessoa seja enquadrada como pessoa com deficiência para fins previdenciários. Essa análise possui critérios próprios.
Entesopatia do calcâneo pode ser doença do trabalho?
Pode haver relação com o trabalho em determinados casos, mas é necessário comprovar o nexo entre a condição de saúde e as atividades ou condições laborais.
O INSS pode negar aposentadoria mesmo com laudos médicos?
Sim. A existência de laudos não garante automaticamente o benefício. O INSS avalia a incapacidade e os demais requisitos previdenciários.
O que fazer se o INSS negar o benefício?
É importante identificar o motivo da negativa, reunir a documentação pertinente e verificar a possibilidade de recurso administrativo ou de medida judicial, conforme o caso.
Conclusão
A pergunta “entesopatia do calcâneo aposenta?” não possui uma resposta automática baseada apenas no diagnóstico.
A entesopatia do calcâneo pode provocar dores e limitações importantes, especialmente para pessoas que trabalham em pé, caminham constantemente ou exercem atividades que exigem esforço físico dos membros inferiores.
Quando essas limitações impedem temporariamente o exercício da atividade profissional, pode existir possibilidade de auxílio por incapacidade temporária, desde que os demais requisitos sejam cumpridos.
Quando a incapacidade é permanente e o segurado não pode ser reabilitado para outra atividade que lhe garanta a subsistência, pode existir direito à aposentadoria por incapacidade permanente.
Por isso, o diagnóstico de entesopatia do calcâneo deve ser analisado juntamente com a documentação médica, as limitações funcionais, a profissão exercida, o histórico de tratamentos, a possibilidade de recuperação ou reabilitação e os requisitos previdenciários.
Também é importante lembrar que o CID, sozinho, não garante aposentadoria.
Para descobrir se, no caso concreto, a entesopatia do calcâneo aposenta, é necessário avaliar não apenas a doença, mas principalmente o impacto que ela produz sobre a capacidade de trabalho e a possibilidade de o segurado exercer outra atividade compatível com suas condições.
Por: Bagatini & Santos Advogados
